Ela criticava o cheiro de cigarro que a boca do rapaz emanava; mas não conseguia sequer ficar um dia longe daquela fragrância. Ela dizia que ele ficava ridículo com aquele cabelo que roçava a nuca; porém, nunca o permitiu cortar. Ele a achava marrenta e a criticava todos os dias por isso, mas sempre adorou o bico que os lábios da mesma faziam. Ele a chamava de lerda, mas secretamente, sempre quis ser ágil e inteligente como ela. Eles davam a impressão de se odiar, mas o coração gritava o contrário. E os dois sabiam disso. Estavam entregues um ao outro.

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