Ele a liga.
— Oi?
— Ainda tá chorando?
— Não. — Ela respira fundo.
— E porque essa voizinha?
— Estava deitada.
— Estava chorando, ainda está. Me diz porque?
— Não.
— Para de charme, Babi. Me diz.
— Quer que eu fale o quê? Que tô mal por você ser um idiota? Por não me tratar bem? Por não me dar atenção? Quer que eu fale o quê? Me diz.
— Desculpa.
— Tudo bem, deixa pra lá.
— Quer que eu te deixe um pouco sozinha?
— Não acha que já me deixou sozinha um pouco demais, não?
Ele fica em silêncio.
— Vou ficar, tá?
— Tudo bem.
— Então me promete ficar bem.
— Eu tô bem.
— Tá bem mesmo?
— Não.
— Babi, eu te amo.
— Mesmo?
— Muito, muito mesmo.
— Então porque faz isso?
— Isso o quê?
— Isso, de ficar me deixando. Sendo grosso, sendo assim, todo diferente.
— Desculpa, por tudo.
— Deixa pra lá, passou.
— Babi, eu te amo.
— Eu te amo mais, muito mais.
— Então não desliga.
— A ligação?
— Não, você de mim.
— Oi?
— Ainda tá chorando?
— Não. — Ela respira fundo.
— E porque essa voizinha?
— Estava deitada.
— Estava chorando, ainda está. Me diz porque?
— Não.
— Para de charme, Babi. Me diz.
— Quer que eu fale o quê? Que tô mal por você ser um idiota? Por não me tratar bem? Por não me dar atenção? Quer que eu fale o quê? Me diz.
— Desculpa.
— Tudo bem, deixa pra lá.
— Quer que eu te deixe um pouco sozinha?
— Não acha que já me deixou sozinha um pouco demais, não?
Ele fica em silêncio.
— Vou ficar, tá?
— Tudo bem.
— Então me promete ficar bem.
— Eu tô bem.
— Tá bem mesmo?
— Não.
— Babi, eu te amo.
— Mesmo?
— Muito, muito mesmo.
— Então porque faz isso?
— Isso o quê?
— Isso, de ficar me deixando. Sendo grosso, sendo assim, todo diferente.
— Desculpa, por tudo.
— Deixa pra lá, passou.
— Babi, eu te amo.
— Eu te amo mais, muito mais.
— Então não desliga.
— A ligação?
— Não, você de mim.

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