terça-feira, 21 de agosto de 2012


Ele a liga. 
— Oi? 
— Ainda tá chorando? 
— Não. — Ela respira fundo. 
— E porque essa voizinha? 
— Estava deitada.
— Estava chorando, ainda está. Me diz porque? 
— Não.
— Para de charme, Babi. Me diz.
— Quer que eu fale o quê? Que tô mal por você ser um idiota? Por não me tratar bem? Por não me dar atenção? Quer que eu fale o quê? Me diz. 
— Desculpa.
— Tudo bem, deixa pra lá. 
— Quer que eu te deixe um pouco sozinha? 
— Não acha que já me deixou sozinha um pouco demais, não? 
Ele fica em silêncio. 
— Vou ficar, tá? 
— Tudo bem. 
— Então me promete ficar bem. 
— Eu tô bem. 
— Tá bem mesmo? 
— Não. 
— Babi, eu te amo. 
— Mesmo? 
— Muito, muito mesmo. 
— Então porque faz isso? 
— Isso o quê? 
— Isso, de ficar me deixando. Sendo grosso, sendo assim, todo diferente. 
— Desculpa, por tudo. 
— Deixa pra lá, passou. 
— Babi, eu te amo. 
— Eu te amo mais, muito mais. 
— Então não desliga.
— A ligação?
— Não, você de mim.

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